Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Ter quinze anos aos cinquenta e três
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Opinião > Ter quinze anos aos cinquenta e três
Opinião

Ter quinze anos aos cinquenta e três

António Guerreiro
Última Atualização: 2016/Mar/Ter
António Guerreiro
10 anos atrás
Partilhe
PARTILHE

Ter quinze anos aos cinquenta e três parece uma total idiotice, mas aconteceu-me no último dia do passado mês de janeiro.

 

Revi no canal Memória da RTP o filme Summer of ’42 (1971), com direção de Robert Mulligan, tal como o tinha visto no dia 1 de janeiro de 1978, ainda no cinema em Silves. Nessa data tinha quinze anos e decidira iniciar um diário que anotou um ano e oito meses da vida deste jovem que vos fala trinta e oito anos depois. Parece que o tempo e o espaço são relativos e por isso consegui ter quinze anos durante uma hora e quarenta e três minutos na noite de 31 de janeiro de 2016. Como na ficção científica dobrei o universo e entrelacei dois pontos ao meu belo prazer. Nessa noite fui dormir com quinze anos e com uma enorme vontade de tudo recomeçar. O preâmbulo do referido diário anuncia os quinze anos como a idade ideal para começar a recordar, a escrever as memórias. A primeira entrada é exatamente sobre a versão original deste acontecimento de paixão pelo cinema e por algumas das suas fitas. A senilidade avança a passos largos e já consigo recuar quase quarenta anos durante praticamente duas horas, quiçá um recorde pessoal, um bom exercício para os tempos futuros até à ancianidade total.

O principal problema é que no dia seguinte acordei de novo com os cinquenta e três anos, os quinze anos quase tinham totalmente desvanecido, apenas restava a memória da belíssima banda sonora do filme, assinada por Michel Legrand (Óscar de 1972). Se tivesse acordado com quinze anos aproveitava para ir a um cabeleireiro e pedir um corte moderno numa suposta farta cabeleira, assim seria possível folhear as revistas que encontro nesses estabelecimentos comerciais e decidir-me por um penteado original, sem a restrição do remoinho nem dos cabelos finos e escassos para penteados vistosos e assumidamente modernos. Nunca consigo fazer o penteado que me apetecia experimentar aos cinquenta e três anos e que ninguém nessa época ensaiava aos quinze. Nos tempos antigos era ingénuo, numa versão própria da idade, nos tempos de hoje não consigo ser ousado, condicionado pelas subtilezas da idade e a imagem da responsabilidade e de todas as outras idades que nos limitam até assumirmos a total decrepitude que nos libertará finalmente do tempo.

Quando recordo alguns destes acontecimentos vejo-me numa cidade pequena e provinciana mas com vida económica, social e cultural. Recordo os cafés de elite e os mal-afamados, mas recordo a existência de cafés. Recordo as lojas de roupa e as sapatarias modernas e antigas, mas recordo a sua existência e o seu dinamismo comercial. Recordo os restaurantes que surgiam alimentando a vontade e a possibilidade, conquistada praticamente com abril, de ir comer fora sem ser forasteiro. Os restaurantes ainda hoje são uma marca de qualidade da cidade, mas tudo o resto parece não existir. Não há entendimento suficiente em quem nos governa para recuar e retomar o nosso futuro e o futuro da cidade de Silves.

Um lápis na mão de um escravo
Os primeiros jogos de futebol em SB Messines há 100 anos
Ventos do passado
Confiança local, incerteza nacional
Tempo: o melhor presente para os filhos
TAGGED:António GuerreiroSilves
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
Artigo Anterior XVIII Feira do Folar em S. Marcos da Serra
Próximo Artigo Lagoa dos Salgados considerada “em risco” pela Birdlife Internacional
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Mais de 138 toneladas de alimentos recolhidas na campanha do Banco Alimentar do Algarve
Algarve
Concerto de Natal em Pêra
Cultura Sociedade
Mercado em Alcantarilha, Especial de Natal
Concelho
Silves Alegria do Natal, de 5 de dezembro a 4 de janeiro
Concelho
Encontro de Veículos Clássicos em Armação de Pêra
Desporto

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?