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Trabalhadores da Alisuper de novo em risco

Os trabalhadores dos supermercados Alisuper estão de novo em dificuldades, a reviver a situação pela qual já passaram, com a falência da Alicoop /Alisuper, em 2009.

Há de novo subsídios de férias e de natal em atraso, ainda referentes ao ano de 2015, e muitos trabalhadores têm os ordenados de 2016 em atraso. A insolvência da empresa N&F, Comércio e Distribuição Alimentar (do Grupo Nogueira), que em 2012 comprara a cadeia de supermercados, faz com que os trabalhadores estejam a reviver toda a dramática situação pela qual passaram há uns anos

Alisuper em protesto (Foto de Arquivo)
Alisuper em protesto (Foto de Arquivo)

Outra grande questão se levanta: com a insolvência da empresa quem irá pagar o empréstimo do BPN, feito em nome dos funcionários, naquela que foi apresentada como uma solução para impedir a falência do grupo Alicoop/Alisuper?

Estas e outras questões foram ouvidas num protesto que vários trabalhadores e sindicalistas do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal realizaram em Silves, à porta do supermercado Alisuper, questionando o futuro dos 129 trabalhadores das 24 lojas do Algarve.

 

 

Segundo informações que têm sido divulgadas pela imprensa económica, os credores reclamam à empresa N&F, proprietária da Alisuper, uma verba na ordem dos 17 milhões de euros. No final de 2015, a empresa avançou para um Processo Especial de Revitalização (PER) para tentar negociar as dívidas com os credores, nomeadamente com a banca, o principal credor. Mas esse acordo não foi alcançado e a empresa está agora em processo de insolvência. Nos dois últimos anos, o Grupo Nogueira vinha a fazer um esforço de recuperação que passou também pela venda de várias lojas, nomeadamente ao Pingo Doce, mas não foi suficiente.

Para o dia 26 de abril está marcada uma assembleia de credores, no Tribunal de Viseu, que irá determinar o desenvolvimento desta situação.

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