Home / Opinião / Estado do Município ( Parte II)

Estado do Município ( Parte II)

“Dois anos de mandato autárquico é um período demasiado curto para concretizar objetivos, transformar e melhorar o funcionamento de estruturas organizativas, preparar projetos, lançar e executar obra, assegurar financiamentos, verificando-se que os desafios são incomparavelmente superiores e de complexidade redobrada quando uma nova liderança municipal (CDU) sucede a uma outra (PSD) que permaneceu ao leme da autarquia durante 4 mandatos autárquicos sucessivos, deixando o legado que deixou e em tempo de “vacas magras”!” (Estado do Município – Parte I)

Sendo verdadeiro o transcrito, o mesmo não impede que no quadro do orçamento para 2016, o Município de Silves apresente um ambicioso programa de investimentos que movimentará cerca de 8 milhões de euros.
Paulatinamente, o objetivo vai-se cumprindo.
Nos primeiros dois meses do ano foram lançadas empreitadas a concurso que ascendem a 1,6 milhões de euros e que incluem a Reabilitação do Parque de Estacionamento das Piscinas Municipais, o Sistema de Abastecimento de Água a S. B. de Messines, o Parque de Feiras e Mercados de Alcantarilha, a Substituição do Relvado Sintético do Campo Municipal de S. B. de Messines, a Remoção do Amianto nas Escolas EB 1 de Enxerim e Alcantarilha, e JI de Silves, entre outras.
Avizinham-se outros investimentos na ordem de 1,8 milhões de euros, cujos concursos estão a ser preparados, que envolvem o Parque de Feiras e Mercados de S. B. de Messines (Área de Serviço de Autocaravanas, Terminal Rodoviário e Espaço Multiusos), a Substituição da Cobertura do Mercado Municipal de Silves, o Espaço Multiusos de S. Marcos da Serra, a Recuperação e Valorização Ambiental do Vale do Olival (2.ª fase), a Repavimentação da Estrada Algoz-Guia, etc.
Falamos de investimento, com projetos de execução elaborados e concursos lançados ou prestes a ser lançados, que mobilizam cerca de 3,4 milhões de euros, que reúnem o mérito de não trazer endividamento adicional à autarquia.
No final do mandato autárquico 2014-2017 o passivo reduzir-se-á em mais de 8 milhões de euros. Num exercício de comparação com mandatos autárquicos anteriores, saltam à vista diferenças acentuadas no rumo, conteúdo e qualidade das políticas municipais que seguem “31 linhas de orientação estratégica”.

São percetíveis diferenças na (i) política orçamental e financeira; (ii) na política de aprovisionamento do município e reposição de stocks que garante o normal funcionamento da autarquia e reforça a capacidade de resposta dos serviços camarários; (iii) na melhoria da higiene pública e recolha do lixo; (iv) na gestão da rede de abastecimento de água; (v) no reforço da capacidade operacional do parque de máquinas e viaturas; (vi) na política de preços e taxas, sem aumentos, assente em valores mínimos e com incentivos (IMI, IMI familiar); (vii) no novo relacionamento com a educação e as escolas por intermédio da realização de investimento constante e cumprimento integral das obrigações, indo mesmo além das competências legalmente assumidas (v.g. passes escolares); (viii) na intensa, criativa e descentralizada programação cultural (Lado B, Sunset Secrets …); (ix) no desenvolvimento da experiência do orçamento participativo de natureza consultiva; (x) na relação de proximidade com cidadãos e Juntas de Freguesia; (xi) no reforço dos apoios aos corpos de bombeiros e ao movimento associativo; (xii) na elevada qualidade do Gabinete Municipal da Proteção Civil e da parceria estabelecida com o Exército; (xiii) na melhoria das condições internas de trabalho; (xiv) na relação personalizada e proativa com os investidores; (xv) no acesso aos fundos comunitários; (xvi) na liderança alicerçada no trabalho de equipa, níveis de competência, ritmos de trabalho e espírito de missão; (xvii) nas medidas de poupança (a concentração dos seguros da autarquia após a realização de concurso público internacional permite uma poupança anual superior a 50 mil euros, em simultâneo com o acréscimo dos bens segurados e alargamento das coberturas – o edifício da câmara ou as piscinas municipais não dispunham de seguro (!). A instalação de central telefónica digital, adquirida com financiamento comunitário, gera poupanças anuais na ordem dos 43 mil euros).

É simples e simbólica, mas elucidativa, a recuperação do relógio dos Paços do Concelho, que não badalava há mais de uma década.

Veja Também

Voltaram as Chamas, restam as chamas da política

Bem me parecia que esta civilização tem sido a fingir, rasurando por todo o lado …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *