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Jornada contra a exploração de gás e petróleo no Algarve

 

Para o próximo sábado, dia 12 de março, está marcada para Faro uma jornada contra a exploração de gás e petróleo no Algarve.
A iniciativa começa com uma marcha, às 14h50; seguindo-se uma série de atividades na sede da Associação Recreativa e Cultural dos Músicos.
Do programa contam a apresentação do projeto Jornal MAPA, sessões de esclarecimento e a projeção de um documentário. Haverá também espaço para o debate, sob o tema “ Nem um furo, nem agora bem no futuro”.

A finalizar, a partir das 19h20, haverá um concerto com a participação de diversas bandas algarvias: Projecto Sara; IRIS, Biopsia; Rhakatta; Epiphany; Al-Khimia; G.I.G.G. Y.; The Way Flamingos; Trauma; Slug; A Chama; Canhões de Guerra.

Esta é mais algarve petroleouma das diversas ações de contestação à prospeção e exploração de gás e petróleo que, ao longo dos últimos meses, têm vindo a ter lugar.
Também no Parlamento, o tema tem motivado diversas intervenções. “Os argumentos invocados têm a ver com os riscos ambientais que esse tipo de atividade pode causar, a que acrescem os económicos, uma vez que um qualquer acidente teria tremendas consequências no turismo, que é, como se sabe, o sector que mais mexe com a economia e o emprego.
Para além de que a eventual descoberta de reservas de petróleo na região não implicaria, de forma automática, um aumento substancial de receitas para o estado português que compensasse, à partida, as consequências negativas, do ponto de vista económico.
É que a forma como está negociada a divisão dos lucros implica que a parte de leão fique nas mãos das empresas que fazem a exploração, enquanto que para o país sobra uma fatia muito pequena”, afirma a Plataforma Algarve Livre de Petróleo.
E acrescenta: “Por exemplo, para as duas concessões em terra, entregues a uma empresa de Sousa Cintra, o que está previsto é que se houver exploração, o Estado apenas vai receber 3% do valor conseguido com a comercialização dos primeiros 5 milhões de barris, 6% relativamente aos 5 milhões seguintes e, por fim, 8% da verba conseguida com os restantes. Mas antes que se receba o que quer que seja, a empresa tem de recuperar o investimento feito.
Relativamente à concessão Lagostim, Portugal pretende receber 10 cêntimos por cada barril produzido. O valor sobe para 25 cêntimos na concessão Lagosta. Nas restantes concessões, Caranguejo e Sapateira, o sistema acordado é de uma percentagem reverter para os cofres públicos. São 6% nos primeiros cinco milhões de barris. Sobe para os 8%, até aos 10 milhões de barris e a partir desse patamar, o Estado aufere 12%. Mas também nestes casos, há a descontar verbas destinadas à recuperação, por parte das empresas, dos custos de pesquisa, desenvolvimento e operacionais de produção”.

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Um Comentário

  1. Tudo tem que ser feito para que o Algarve fique livre da exploração de Gás/Petróleo.

    Os Srs. do dinheiro que invistem em Energias Limpas. Porque teimar em explorar o incerto, havendo tantas Energias Alternativas por explorar…

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