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Terra Ruiva > Opinião > O futuro já foi ontem
Opinião

O futuro já foi ontem

António Guerreiro
Última Atualização: 2016/Jan/Qua
António Guerreiro
10 anos atrás
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A mesma alma, o mesmo olhar, as mesmas mãos estão retratadas numas fotografias de 1965, em que eu tinha dois anos. Sinto-me antigo, apesar de nestas fotos mirar o futuro. Lá estou eu, com um ligeiro sorriso e uns olhos pouco rasgados, sem saber onde pousar as mãos. Numa das fotos, encubro as mãos quase atrás das costas, num movimento notório de atrapalhação, sem saber o que fazer com as ditas, enquanto estou exposto para ser retratado. Numa outra foto, tirada nesse mesmo dia, tenho a mão direita na algibeira das calças e com a mão esquerda seguro uma antiga caixa de cartão de película fotográfica. Sei que o fotógrafo, impaciente com o meu esconder de mãos, deu-me a aludida caixa a segurar, criando uma ação, para as mãos, diferente dos braços escondidos ou estendidos, acompanhando o tronco, como numa outra foto do mesmo ano, com mais sete meses, em calções.
Sei que sou o mesmo, o mesmo sorriso tímido, os mesmos olhos quase fechados, as mesmas mãos que ainda hoje, em relativo desespero, circulam entre estendidas, no prolongamento dos braços, e encaixadas com a esquerda a esconder a direita ou vice-versa, à frente do corpo, enquanto o fotógrafo se prepara para congelar aquele momento passado para o futuro. As pequenas mãos, seguras da sua presença no retrato, assumem um acreditar, manifestando a alma do criador. Só é Deus quem renega Deus. Aguisei este pensamento ao visionar sem ver, registado na memória ou na alma, o final do filme Amadeus, de Milos Forman, em que Salieri descreve a genialidade da música de Mozart renunciando ao Deus misericordioso, ao mesmo tempo que absolve, tal como Deus, todos os medíocres, todos os dementes deste mundo.

«A dois mil chegarás, de dois mil não passarás», ouvia eu, quando era miúdo, de minha mãe, uma ladainha que já sua mãe lhe dizia,

e ficava fazendo contas de quantos anos teria eu e os restantes membros da família no ano dois mil, perturbava-me o fim do tempo. Ainda jovem, no ensino secundário, via a serie Espaço 1999, de Gerry Anderson e Sylvia Anderson, projetando um futuro ainda longínquo, à beira do «não passarás». O futuro já aconteceu ontem e o futuro do Regresso ao Futuro, de Robert Zemeckis, também já foi comemorado no passado dia 21 de outubro de 2015. Estes futuros são igualmente passado, como todas as minhas fotos da infância e da adolescência. Mas, as minhas fotos são diferentes para mim porque são minhas, elas revelam verdadeiramente a possibilidade de futuro. Ao olhar nos meus olhos retratados sou capaz de reler a minha alma, tal como Deus, de acreditar na maravilha do sempre futuro.
Um feliz ano de 2016.

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PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
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