Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Lanterna Mágica
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Opinião > Lanterna Mágica
Opinião

Lanterna Mágica

António Guerreiro
Última Atualização: 2015/Dez/Seg
António Guerreiro
10 anos atrás
Partilhe
PARTILHE

Fui a Lisboa à Cinemateca Júnior (serviço educativo da Cinemateca) com os alunos do primeiro ano da licenciatura em Ciências da Comunicação e com um dos seus professores, o meu colega Vítor. O Vítor, aos vinte anos, era refugiado político na Suécia, quando aconteceu Abril. As suas recordações do tempo revolucionário são mais presentes do que as minhas, na época, eu era aluno do atual 2.º ciclo do ensino básico e tinha doze anos. Os meios audiovisuais são também construtores de memórias, por isso recordo acontecimentos que nunca vivi, mas memorizo-os como fragmentos da nossa vida coletiva.

Entrámos na zona central de Lisboa, pela Praça de Espanha, circundando o Palácio de Palhavã, embaixada de Espanha, e recordámos a noite de 27 de setembro de 1975 em que a mesma, a embaixada, foi alvo de um assalto como protesto contra a execução pelo garrote de cinco nacionalistas bascos, ordenada pela ditadura franquista. A liberdade estava passando por aqui, mas não no país vizinho. O caudilho espanhol morreu em 20 de novembro de 1975 e a Espanha libertou-se do fascismo. Os ditadores rabujam até ao fim dos seus dias. O desejo de liberdade nunca acaba, queremos a liberdade política para todos, para Luaty Beirão e demais companheiros presos em Angola.

Chegados ao Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, comemoração que já não se comemora, a libertação do país do domínio dos Filipes de Espanha, ocupámos o Salão Central, a sala de cinema mais luxuosa da Lisboa de 1908, construída na capela privativa do palácio. Acompanhado ao piano, visionámos filmes de Auguste e Louis Lumière e de Georges Méliès e, em silêncio, alguns dos primeiros filmes portugueses de Aurélio Paz dos Reis. Nesta mesma sala de cinema, nos anos sessenta e setenta, os censores do Secretariado Nacional de Informação mutilavam, ou eliminavam mesmo, os filmes, antes da sua exibição pública. Os cortes suavizavam o nazismo alemão, o fascismo italiano e proibiam qualquer manifestação revolucionária, regulavam a moralidade e a aparente normalidade da sociedade portuguesa. O fascismo existiu mesmo em Portugal, a democracia parece ser uma conquista muito recente.

A Lanterna Mágica, antepassado das máquinas de projetar, projetava as imagens mágicas dos vidros coloridos, como vitrais, com cenas quotidianas, histórias da Cinderela e locais turísticos exóticos que ilustravam as narrativas fabulosas dos lanternistas ambulantes. O conhecimento científico e social é uma história ilustrada, como a queda da maçã que ilustra a lei da gravitação universal de Isaac Newton. Todo o conhecimento deveria ser ilustrado para regalo das crianças, dos jovens e dos adultos.

A visita terminou, já numa hora tardia para almoçar, mas, mesmo assim, ainda tive tempo para comer um bacalhau à Braz, na companhia do meu colega professor. Os alunos desabelharam pela baixa da cidade e abelharam, à hora marcada, junto ao Marquês de Pombal, o qual tinha muito poder mas nunca foi ao cinema. Regressámos ao Algarve, ainda cedo, para evitar o trânsito do fim de tarde da capital.

A cada um, as suas responsabilidades
Motivação 2026
O rafeiro e o de raça
Fedelhos e artistas
Sociedade da (des)informação
TAGGED:Lanterna MágicaOpinião
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAntónio Guerreiro
Natural de Silves, nascido em 1962, é doutor em Educação Matemática, professor e diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Os seus interesses atuais nos tempos livres são a escrita, a leitura e a fotografia.
Artigo Anterior Balanço autárquico: a meio da corrida
Próximo Artigo Evocar a “tenebrosa” noite de 3 de outubro de 1840, em Silves!
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Marcada Assembleia Extraordinária da Associação Humanitária dos Bombeiros de Silves
Concelho
Hotel da cadeia Hilton abre em breve em Armação de Pêra
Concelho Economia Economia & Emprego
“Voar de Conto em Conto” na Biblioteca de Silves, para bebés e crianças
Cultura Sociedade
Município de Silves disponibiliza transporte de utentes da Extensão de Saúde de Alcantarilha para Pêra
Concelho
Via Algarviana promove caminhadas em Messines e Silves
Desporto

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?