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O papel da Afetividade no processo de ensino e aprendizagem

Na maioria dos contextos, a relação professor e aluno é vista apenas no que se refere à transmissão de conhecimentos, mas este quadro vem mudando depois que se percebeu a relevância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem.

Vamos falar da afetividade, na perspetiva pedagógica do termo, tendo em vista a relação professor-aluno, independentemente da idade do aluno.
Quando pensamos no papel do professor dentro da sala de aula é importante ressaltar que algumas das suas atribuições são: incentivar o aluno, orientá-lo, tirar as suas dúvidas, saber ouvi-lo, entre outras. O estabelecimento de vínculos afetivos dentro de uma sala de aula serve como facilitador do processo de ensino e aprendizagem, pois vai alterar num sentido positivo a forma e a dinâmica como a relação se estabelece. A capacidade do professor cativar o seu aluno vai influenciar a motivação deste para a aprendizagem e o prazer e proveito que vai retirar dela.

Para o professor, ensinar e formar, é um desafio constante que implica inovação e criatividade, por forma a despertar o interesse e o prazer de aprender dos alunos. Assim, é fundamental relacionar as experiências e vivências do dia-a-dia implicando os alunos de forma participativa, trazendo os seus contributos e experiências pessoais para a sala de aula.

Um educador deve possuir algumas características essenciais para ser bem sucedido: capacidade de ser solidário; encarar as dificuldades com desafios; acreditar e confiar na capacidade de aprendizagem dos seus alunos. Torna-se ainda fundamental desenvolver um conhecimento mais profundo sobre os alunos, nomeadamente as suas expetativas, as suas características culturais, as suas maiores dificuldades, as suas necessidades e quais os objetivos e fins que estabeleceu para a aprendizagem.
Um bom educador/professor deve ainda buscar permanentemente a sua atualização e desenvolvimento pessoal e profissional, promover uma reflexão sobre a sua prática aperfeiçoando-a. Como refere o pedagogo Freire (1996) a prática educativa é tudo isso: afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico e serviço para a promoção da mudança e crescimento mútuo.
Respeitando os sonhos, as frustrações, as dúvidas, os medos, os desejos dos educandos, crianças, jovens ou adultos, os educadores e educadoras populares têm neles um ponto de partida para a sua ação. Insista-se, um ponto de partida e não de chegada. FREIRE, 1996.

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